Bem, dia conturbado este não? Primeiro, um e-mail com o título: Segunda-feira. Depois uma atualização no twitter de um corte sugerido por mim. Mais a noite, um contato literalmente físico com o passado. Pode isto em um dia só?
Será que podemos realmente perdoar com o tempo? Esta dúvida me surgiu hoje. Acho que depende do que te aflingiu antes, se é merecido tal perdão, ou se (talvez) mais tempo seja necessário.
Não responderei o e-mail do primeiro caso, pois não quero criar mais intrigas. Se responder, que seja em três linhas, provavelmente irá retrucar em outras vinte e perderei meu tempo tentando explicar (novamente) o que ainda não está claro, ou o que não quer enxergar. Não quero abrir nenhum diálogo. Já tentei uma vez, não deu certo.
Contudo, preciso esclarecer alguns pontos que acho importantes. Quanto ao Facebook, não falei coisa suas, contei da minha vida e minha situação na época sobre o que me ocorrera. E ela não é apenas minha chefe, é minha amiga, participa plenamente da minha vida e tem todo o direito de opininar ou não sobre a mesma. Não respondi seus post's, até porque não tenho mais sua pessoa em minhas redes sociais, logo não fico vendo o que faz ou deixa de fazer.
E última e mais importante, citou: "Pois quando pedi um tempo pra você deixar a poeira baixar, parece que não curtiu a idéia!". Quando se afastou, lembra daquela uma semana? Eu dei seu tempo. Ainda me mandou uma mensagem dizendo (ah.. esqueci, exclui todas as suas mensagens), mas dizia mais ou menos isto: "Amiga, desculpe minha ausência esta semana, é que preciso de um tempinho para mim, pra pensar" e respondi: "Tudo bem, quando se sentir mais a vontade dá um tok". Se isto não é entender, desculpe. Mas quando EU pedi um tempo para o meu relacionamente, um espaço a DOIS, já não quis dar, confundiram com ciúmes, e o resto da história já sabe, ou melhor, o seu lado da história.
Foram legais nossos momentos juntas, mas felizmente ou infelizmente hoje é indiferente para mim. Eu estou feliz! E não quero me chatear com esta história de novo. Para mim, tudo isto já passou e se ainda continua insistindo em dizer que está chateada com a situação e blá blá blá, rs, EU já superei. Tomei como lição e não quero provar da amargura da tristeza e traição de novo. Já digo que é bem ruim #ficadica. Aqui o tempo não fará mais a diferença, acabou.
Quanto ao segundo caso, realmente me surpreendeu, mas sei que esta pessoa mudou exatamente quando disse: "Eu preciso de um tempo pra mim, saber quem eu sou", #euri e pensei: "Peraí, esta frase não é dele! É dela! Caramba, deixei ela o influenciar até aqui?". Então neste caso ainda acredito que o tempo nos mostre os caminhos certos, mesmo que sejam tortuosos.
E quanto ao último caso, a do passado, reencontrei o Rafael Castro no Terminal da Lapa. Eu nunca mais fiz tal caminho para chegar na faculdade. Foi do nada, um de frente para o outro, e #pá! (estilo propaganda da Havaianas e Luiza Brunet). Me cumprimentou, e perguntou se eu ia para a faculdade e disse que sim, logo fomos juntos. Não posso negar que meu coração fez #tumtum, gaguejei, deu dor de barriga, mas foi interessante. Nessas horas a gente vê que cresceu e que águas passadas, são passadas. Fiquei feliz em reencontrá-lo. Engraçado! Conversamos sobre a vida... sobre o que andamos fazendo, trabalho, pessoas. Enfim quando chegamos eu disse que ia na secretaria e ele disse: "Blz mih, você vai sair por onde?" Eu disse: "Por lá" e ele: "Ah, me espera aí então, se der.. ", e eu: "Blz". Eu fui é embora! Resolvi o que tinha para resolver, encontrei várias pessoas do ano passado, ajudei uma amiga no trabalho da facul e fui embora! Tô fora de encrenca! Este já perdoei, o tempo foi essencial para a maturidade de ambos.
Deixa eu curtir minha life! Quero mais o que? Tenho o emprego na minha área, estou formada, logo com uma pós, daqui uns meses vou poder comprar meu carro, tenho amigos (de verdade) maravilhosos, uma família ótima, que realmente posso confiar, casa, comida, roupa lavada, dinheiro, vodka e homens! (kkkkk). Brincadeira, quanto ao último, tenho só um só! Que já me faz feliz, e um #bucado (como diria minha vó Têtê - linda!).
Agora se perdoamos com o tempo? Creio que depende da ferida. Quanto maior o machucado, e a dor que isto causou mais lenta a cicatrização. Mas SEMPRE restará uma cicatriz.
Então, ouvindo o CD da PINK (mais especificadamente a faixa, Dear Mr. Presidente), me despeço deste #desabafotexto enorme que teve risos, choros, raivas e um fim.
Beijo.
Um comentário:
Quero um dia poder perdoar. Não sentir mais raiva. Ou simplesmente esquecer.
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