sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Inspira

Estava arrumando uma gaveta com milhares de coisas, e achei um amontoado de papéis escritos, e li. 
Senti um frescor no coração e saudade quando lembrei do que estava sentindo quando escrevi:

"Como eu queria poder chegar em casa e saber que você vai estar lá. Deixar a minha imensa chave na porta e saber que você vai tirar, passar pela cozinha, abrir uma bela Coca e saber que virá me abraçar. Esquecê-la do lado de fora e saber que irá guardar. Entrar no banheiro, olhar no espelho e saber que irá aparecer e sutilmente me assustar. Deitar na nossa cama e saber que irá se encaixar. Ligar o som, colocar uma música, você trocar e descobrir uma melhor ainda. E se dermos sorte, encontrar a 'nossa' melhor. Acordar e saber que estará lá. Pensar em você e saber que também pensa em mim. Nessas horas meus olhos brilhar. Logo escrevo mais lentamente, pisco lentamente, falo lentamente e depois escrevo mais rápido, falo mais rápido e começo a imaginar como seria se estivesse aqui. Do meu lado, do seu jeito embaraçado, desconcertado, descalço, com um sorriso falso.
[Você ainda me inspira.]
Passar frio sabendo que irá me esquentar. Enfrentar as dificuldades sabendo que irá me apoiar. Andar sabendo que irá segurar minha mão. Amar sabendo que irá me amar. Confiar. Me sentir protegida e saber que posso protegê-lo. Chorar e saber que minhas lágrimas irá enxugar.
Você pode achar que não, mas há pessoas que se preocupam com você. Pode até não ser a pessoa que desejava, mas há pessoas que se preocupam com você".

Sem mais.

Não informarei a data.



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