segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Você continua mais vivo do que nunca, mas vai morrer para muita gente e terá que aprender a assistir tudo de longe

Eu li isto hoje pela segunda vez e me deu vontade de escrever mais um pouco. Escrever sobre como é estar fora por tanto tempo. Tempo o suficiente para esquecer quem realmente é voce, suas raizes, sua familia. A rotina do dia a dia te contagia como um escravo e te desmotiva a conquistar o que antes era sua maior rebeldia.

Deixa eu contar: Eu casei! Impressionante não? A garota que escrevia sobre amor e sobre relacionamentos complicados achou seu príncipe no cavalo branco (ou quase isso) e casou!
Digamos que relacionamento parece que sempre sera um obstaculo para mim.
Quando a gente é solteiro a gente é livre (e aproveite esta liberdade) e não é porque você é livre para sair pegando todo mundo como se o mundo fosse acabar amanha, mas você é livre para escolher. Você não precisa saber do que o outro gosta primeiro, não precisa da agenda do outro para poder programar seu fim de semana. Você sabe que quem é o dono da sua vida é você e você vai onde quiser.

Quando você casa, você vira uma responsabilidade (as vezes um fardo). Ele pode até te amar, mas e a sensação de que você não é bem vinda a todo momento, e a sensação de que ele quer um tempo só para ele, e a sensação de que ele não acredita em felicidade, que ele não tem fé.

Idade não é tudo, mas acreditem, experiencia, relações e principalmente referencias são tudo!

Quando casamos com um estrangeiro, casamos com uma series de dificuldades. Não é por que ele é uma pessoa ruim, mas os europeus tem o "trabalho como prioridade e a pessoa amada como só mais uma das coisas ou mais um item da lista. Mas para nós amor é algo a parte, sublime" como diria minha amiga e ainda completo:

AMOR PARA NÓS É PARALELO

Ele é uma linha da vida que está ali sempre, a todo momento nos guiando ou nos influenciando em nossas escolhas.

E se você quiser chamar o amor de Deus você é livre! O amor é único, é seu e você pode até chamar de par de meia.

As dificuldades que venho passando diariamente não são para saber se ele me ama, porque eu tenho certeza, mas no modo como ele faz não atinge os padrões que eu exijo - que eu acho que mereço. E me contradigo em querer "deixar como esta" porque talvez ele não saiba como? Talvez ele não tenha tido o amor que meus pais me deram ou o amor que meus amigos me deram, ou ate mesmo o amor que Jesus me dá? Então é justo para ele porque ele simplesmente não sabe?

Mas e eu? e meus sonhos? Eu os guardo numa caixinha e finjo que esta tudo bem? Que é normal alguém não querer fazer tudo por ti? Não querer te agradar? Não sorrir e almejar felicidade contigo?

É isto que aflige meu coração: a indecisão se é este pouco amor que tudo bem eu receber para a vida, ou o oposto: fugir e buscar todo o amor do mundo, seja ele onde estiver.

Meu coração anseia por viagens, aventuras, festas e musica. Pular de uma montanha e enfrentar meus medos. Aprender a nadar e boiar em alto mar. Fazer trilhas incansáveis, conhecer as melhores pessoas, ajudar quem mais precisa e eu sei que muita gente precisa.

E minha razão (ou sei la esta parte de mim) me diz para ter paciência e ter esta vida normal. Trabalhar, fazer o que da e ser amada o que da.