Eu li isto hoje pela segunda vez e me deu vontade de escrever mais um pouco. Escrever sobre como é estar fora por tanto tempo. Tempo o suficiente para esquecer quem realmente é voce, suas raizes, sua familia. A rotina do dia a dia te contagia como um escravo e te desmotiva a conquistar o que antes era sua maior rebeldia.
Deixa eu contar: Eu casei! Impressionante não? A garota que escrevia sobre amor e sobre relacionamentos complicados achou seu príncipe no cavalo branco (ou quase isso) e casou!
Digamos que relacionamento parece que sempre sera um obstaculo para mim.
Quando a gente é solteiro a gente é livre (e aproveite esta liberdade) e não é porque você é livre para sair pegando todo mundo como se o mundo fosse acabar amanha, mas você é livre para escolher. Você não precisa saber do que o outro gosta primeiro, não precisa da agenda do outro para poder programar seu fim de semana. Você sabe que quem é o dono da sua vida é você e você vai onde quiser.
Quando você casa, você vira uma responsabilidade (as vezes um fardo). Ele pode até te amar, mas e a sensação de que você não é bem vinda a todo momento, e a sensação de que ele quer um tempo só para ele, e a sensação de que ele não acredita em felicidade, que ele não tem fé.
Idade não é tudo, mas acreditem, experiencia, relações e principalmente referencias são tudo!
Quando casamos com um estrangeiro, casamos com uma series de dificuldades. Não é por que ele é uma pessoa ruim, mas os europeus tem o "trabalho como prioridade e a pessoa amada como só mais uma das coisas ou mais um item da lista. Mas para nós amor é algo a parte, sublime" como diria minha amiga e ainda completo:
AMOR PARA NÓS É PARALELO
Ele é uma linha da vida que está ali sempre, a todo momento nos guiando ou nos influenciando em nossas escolhas.
E se você quiser chamar o amor de Deus você é livre! O amor é único, é seu e você pode até chamar de par de meia.
As dificuldades que venho passando diariamente não são para saber se ele me ama, porque eu tenho certeza, mas no modo como ele faz não atinge os padrões que eu exijo - que eu acho que mereço. E me contradigo em querer "deixar como esta" porque talvez ele não saiba como? Talvez ele não tenha tido o amor que meus pais me deram ou o amor que meus amigos me deram, ou ate mesmo o amor que Jesus me dá? Então é justo para ele porque ele simplesmente não sabe?
Mas e eu? e meus sonhos? Eu os guardo numa caixinha e finjo que esta tudo bem? Que é normal alguém não querer fazer tudo por ti? Não querer te agradar? Não sorrir e almejar felicidade contigo?
É isto que aflige meu coração: a indecisão se é este pouco amor que tudo bem eu receber para a vida, ou o oposto: fugir e buscar todo o amor do mundo, seja ele onde estiver.
Meu coração anseia por viagens, aventuras, festas e musica. Pular de uma montanha e enfrentar meus medos. Aprender a nadar e boiar em alto mar. Fazer trilhas incansáveis, conhecer as melhores pessoas, ajudar quem mais precisa e eu sei que muita gente precisa.
E minha razão (ou sei la esta parte de mim) me diz para ter paciência e ter esta vida normal. Trabalhar, fazer o que da e ser amada o que da.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Da primeira à terceira pessoa.
"Não.. não dá. Rolei a barra lateral do meu celular com os olhos fechados e quando abri já estava na última mensagem salva, ou seja a mais antiga. E eu: "nossa, olha.. eu escrevi essa mensagem pra ele". E rolando de volta, nossa e para este: "eu disse isso? aff e ele nem é tão legal assim". Putz, aff.. e por ai foi até os dias de hoje. Assim, que bosta em relacionamentos que você é e você viu o que fazia? Viu o que era em comum em todas aquelas mensagens? Era você! Aquilo era você. Chegou até aqui a essa hora da madrugada e se deparou pressionando sua cabeça contra o colchão para não ouvirem seu choro. Hey, você lembra o que sentiu daquela vez? Ser desprezada é o pior de um "relacionamento", mas se rastejar.. Você se rastejava, você mandava mensagem, você pedia, você cobrava e onde você estava? O seu você?
Me diz, quando dará um basta? Você não é cobra e nem minhoca para se rastejar. Parece que esqueceu seus anos e anos de ballet.. Levanta esta postura, fique ereta, pernas firmes e pare de se rastejar por eles.
Você podia ter ido dormir bem, mas você não quis e agora? Eles precisam te enganar quantas vezes mais? Não, pq então eu sento e espero sentada até que você aprenda a lidar com isso. Na verdade, achei que tinha aprendido, mas você realmente confiou de novo. Hm, entendo, ele mudou (hahahaha) sorry, não, ele não mudou e quer saber de uma coisa, não vai mudar.
Ah, sim, tem o super especial, sim, para a vida inteira, ah! o homem da sua vida, aham, sei. Então, deixa eu te contar... ele não vai voltar".
~ homem não liga pra mulher que liga.
terça-feira, 31 de março de 2015
April
Comes in, you're welcome! Aproveita e esqueça a porta aberta. Deixe entrar meus sonhos [esquecidos], minhas músicas [preferidas], meu [bom] humor, meus amigos [mais queridos], meu caminhar [relaxado], meu olhar [apaixonado], minha mente [criativa]. Deixe a porta aberta para entrar ar, deixe o ar entrar para encher meus pulmões, deixe eu respirar. April, almost ten months and me here... yes "me" [Charlie said]. Me and my crazy life, my crazy mind, with my fears, my loneliness, my thoughts but at the same time finding myself. Finding me, redoing me, adapting, renovating my faith. And incredible as it sounds, discovering a kind of happiness that makes root within me, and can develop if I care, if I watering, if I love. Seja bem vindo Abril, faça dos meus braços sua porta. E por favor, mantenha-a aberta. :)
~with love
Michele
segunda-feira, 30 de março de 2015
Surpreenda-se
O que você mudaria fisicamente? Surpreenda-se com este vídeo :)
Hello New!
Um ano se passou e muitas coisas aconteceram. Muitas mesmo. Eu deixei este blog, como deixei minha casa. Há quase dez meses atrás, resolvi jogar tudo para o alto e encarar um intecâmbio. Cansada de tudo e todos não pensei duas vezes ao aceitar o convite de minhas melhores amigas. Outros ares, outras pessoas, outro país! Eu poderia ter escrito tudo o que aconteceu aqui, mas era tudo tão novo e ao mesmo tempo assustador que não sei se não tive tempo ou estava lá fora curtindo os momentos. Acho que aos poucos vou contando a história, quem sabe. Mas ao mesmo tempo, existe tanta coisa que quero esquecer, que penso se realmente quero contar.
Enfim, estamos quase no fim de Março, aguardando ansiosamente para um novo mês iniciar e foi então que resolvi repaginar totalmente meu blog. Eu realmente amava o outro layout e foi bem dificil desapegar, mas confesso que estou amando este novo. Poderia ter criado um novo blog, mas e meu passado? E as coisas que escrevi iriam simplesmente se tornar um lixo eletrônico? Não.. Nosso passado é tão importante quanto nosso presente e futuro, senão mais. Ele nos molda, seja com dor, amor, felicidade e todos esses malucos sentimentos que esbarramos por ai. Ele nos faz o que somos hoje.
"Assim é a vida... daqui a pouco a página vira, o cenário muda.. Novos ventos, nova brisa, novos ares, novos mares..."
quinta-feira, 20 de março de 2014
Adiós Rodrigo Geremia Rios
Hoje. Neste exato momento era pra eu estar com dor de barriga, pois estaria no trânsito a caminho do Aeroporto. E o coração na mão com medo de perder o vôo. Hoje. Eu poderia ter tido um infarto de tanta ansiedade, só de pensar que daqui algumas horas eu iria finalmente te reencontrar. Há mais de um mês eu estava pensando no que eu iria falar para minha mãe ao dizer que estava indo para o Chile. Há um mês o sonho se inverteu. O tempo parou e lágrimas me deu. Há duas semanas eu não queria mais sonhar. Há uma semana eu queria tentar. Há três dias, tudo isso foi para o ar. Hoje. Que eu planejara ser um dia incrível, tratou de ser normal, bem sem sal. Hoje que eu já sentia o frio na nuca, o vento gelado e meu nariz vermelho se escapuliu das minhas mãos como um peixe que busca a água. Hoje, as horas extras fazem parte de mim para que eu não possa parar pra pensar... seja em um ônibus, seja em um metrô, seja andando ou no meio do caminho. Hoje virou um nada. Apenas mais um dia sem graça. Hoje tornou-se frágil, amargo e agora o amanhã, para nós, tornou-se raro.
Adiós Rodrigo Geremia Rios.
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