E é assim, a
gente vai errando, vai errando. Vai se fudendo, vai deixando para trás, vai
repetindo os mesmos erros, vai conhecendo o desconhecido, o amigo, vai
derrubando as máscaras, vai errando. Vai confiando, e errando. Vai pegando no
ar os detalhes. Vais se afastando para ver se passa, vai rindo pra ver se
ameniza. Vai corrigindo para não errar mais. Vai sentindo dó ao invés de raiva.
Mas desta vez eu não vou engolir isto não, vou cuspir para fora. Vai escrevendo
para esquecer-se de pontuar. Vai listando os argumentos para amassa-los em um
papel. E assim a gente vai errando para ver se SE conserta ou se quebra de uma
vez. Vai errando e descobrindo que é muito mais humano, que é mais tolo a cada
dia, que se arrepende dos consumados, que se arrepende das alianças, que se
arrepende profundamente nos novos erros. Xis.

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